Mesmo ferido, surfista brasileiro salva vítimas de tsunami em Samoa

Postado por Conectando você com o mundo da tecnologia | 4:00:00 PM | , | 0 comentários »

RIO - Aliviada e orgulhosa. Assim está Sônia Costa, mãe do jovem catarinense Guilherme Costa, de 27 anos, que sobreviveu à série de tsunamis que atingiu as ilhas de Samoa, no Oceano Pacífico , na segunda-feira, deixando mais de 100 mortos. O chefe de cozinha, que mora há seis anos na Austrália e estava de férias com um amigo na ilha tropical de relevo montanhoso e florestas densas, escapou da morte por sorte: estava surfando em alto-mar no momento em que as ondas gigantes varreram o arquipélago. Mas foi a sua coragem que fez a diferença nessa história: mesmo ferido, salvou outras tantas vidas com a sua prancha (Destruição em Samoa)


" Eu salvei muita gente, mãe. Muitas crianças "

- Ele ainda estava em estado de choque quando falou comigo ao telefone, ontem à noite. Foi um grande alívio ouvir ele dizer: "Estou vivo, mãe. Estou bem" - contou Sônia ao site do GLOBO, por telefone, nesta terça-feira. - Guilherme só sobreviveu porque se agarrou com toda força a uma rocha. Após a passagem das ondas, mesmo machucado, arranhado, ele ainda saiu em socorro das pessoas que estavam à deriva, em alto-mar. Ele não parava de repetir: "Eu salvei muita gente, mãe. Muitas crianças" (Ouça abaixo a entrevista da mãe do catarinense ao GLOBO).


A ondas de até de três metros foram causadas por um terremoto submarino de 7,9 graus na escala Richter que atingiu com força a costa das ilhas Samoa.


Guilherme e seu amigo, Júlio, que também é brasileiro, e que também sobreviveu ao desastre, teriam deixado a pousada em que estavam hospedados para surfar por volta de 6h45min de segunda-feira. Minutos antes de o dono do estabelecimento ser informado sobre o alerta de tsunami emitido pelo Instituto Geológico dos EUA.

- Eles foram até alto-mar com um barco. Quando perceberam o recuo das ondas, viram que se tratava de um tsunami - relatou a mãe do catarinense. - Eles acabaram se separando e Guilherme chegou a ser arrastado pelo mar mais para perto da costa. Felizmente, no entanto, conseguiu se agarrar numa rocha. Foi o que o salvou.

" Guilherme só sobreviveu porque se agarrou, com toda força, a uma rocha "
Após o susto, Sônia só quer saber quando o filho volta para casa, na Austrália. Segundo relatos dos proprietários da pousada em que Guilherme ficou hospedado, grande parte da infra-estrutura de Samoa foi completamente destruída pelas ondas gigantes.

- As ruas e as estradas estão completamente alagadas. O aeroporto não tem condições de operar por enquanto. As autoridades trabalham, agora, para viabilizar o acesso de aviões e helicópteros à região para que as pessoas possam retornar aos seus países de origem - disse ela ao site.

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